02 agosto 2013

Tenho esperado.

casal
Andei procurando de mais, e achando muito pouco. Muito menos do que eu esperava de alguém.
Estive vagando por ai, rondando ruas escuras, me metendo em confusões desnecessárias, na inútil esperança de que você note que perco o rumo, sempre que te perco.
Passo dias a fio esperando aquela sua ligação pra dizer que sentiu tanta saudade, que não teve jeito de deixar  nosso encontro pra semana que vem – por isso você ta vindo agora.
Carrego em mim a inútil esperança de que, talvez, um dia, você perceba que ate poderá encontrar outras pessoas com o mesmo perfume que o meu, com os mesmo gostos musicais, e os mesmos dramas. Mas alguém igual a mim, com todos os jeitos e manias bobas que você tanto diz amar, isso você não encontra, nem se quiser.
Tenho experimentando de tudo um pouco, de todos um pouco.
Dando chances inúteis, pra pessoas que não fazem meu tipo – porque na real, meu tipo é você. E eu sei bem que igual a você por ai não tem.
Prefiro ficar sozinha, porque sozinha é melhor que com o peso de ter outro alguém por pura vaidade. 
Eu provavelmente nunca mencionei que nessa espera interminável acabei me distanciado de tudo, ate porque tudo perdeu o brilho e o sentido desde que você se foi.
Vivo esperado a hora certa – aquela que você sempre disse que iria chegar. Aquela tal hora certa que nunca chega, e que me destrói, diminuindo aos poucos o ultimo fio de esperança que ainda existe em mim.
Deus sabe como tenho esperado, como tenho rejeitado tudo de bom que a vida teima em me proporcionar, só pra deixar seu lugarzinho intacto, pra quando você voltar.
Mas será que volta? Eis a pergunta que me atormenta dia apos dia.
Não da pra saber. Isso é com o tal do tempo. E ta ai outra coisa do qual estou farta.
Estou farta de dar tempos, tempos intermináveis, que sempre acabam em esperas inúteis.
Um dia desses, em meio a um papo casual, alguém me perguntou por que eu ainda espero, porque eu ainda te quero – perdi a fala.
Naquele dado momento percebi que não sei o real motivo de tanta insistência... Insistir em alguém que diz não poder ficar, ou não querer,  nada mais é do que masoquismo disfarçado de amor. Mas eu continuo aqui, imóvel, esperando a abobora virar carruagem, o sapo virar príncipe pra que assim nossa historia finalmente aconteça.

Mais no fim, vejo que toda essa espera é porque tenho essa convicção meio contraditória de que ninguém pode ocupar seu lugar.
Então eu aceito esperar. Mesmo que doa aceitar.
Mesmo que me doa todos os dias constatar que o lugar que é seu, e que ninguém pode ocupar, continua vago, ate sabe-se lá que dia, se é que esse dia chega. (Lorena Aguilar)


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