09 novembro 2014

Foi e eu respeito.



Procurei milhões de palavras pra dizer o que já era obvio pra nós dois: não da mais.

Simples, complicado, dolorido, libertador. Foi tudo ao mesmo tempo, e nada em tempo algum.
Você foi minha maior duvida, minha única certeza, meu melhor amor. Foi e eu respeito.
Selamos nosso fim naturalmente, sem esse lance de não é você, sou eu. Eu sempre preferi a honestidade: “não é você, somos nós”.
Somos a mesma peça desse quebra-cabeça, e é por isso que obviamente não nos encaixamos sem que um pedacinho de nós sempre fique fora do lugar. 


Eu quero paz, quero me encaixar perfeitamente em alguém, sem reprimir minhas vontades, sem esconder meus medos.
Você sempre soube que fazer a linha mulher conformada nunca foi meu ponto forte, eu sempre fui dona de mim, não preciso disso, pode ir.

Foi e eu aceito. Aceito porque se doer com o fim é sempre normal, mais passa.
Eu sempre apostei em nós, e penso que você devia ter colocado mais fé na gente também, em mim principalmente. Você, que sempre foi o dono das verdades absolutas, preferiu jogar tudo para alto e ir embora sem pensar duas vezes, nem tentei impedir.
Quer ir, que vá. Mas que nunca volte.


E foi assim que tranquei a porta, catei meus pedaços pelo chão, troquei todos os porta-retratos da nossa sala, e joguei suas coisas fora. Não na intenção de alimentar a esperança de esquecer que algum dia você existiu, como muitos vão imediatamente pensar. Mas para lembrar que com ou sem você eu existo também.


Porque você foi, e eu aceito. E te respeito, sempre. (Lorena Aguilar)

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